Arduino • UNO Series • 32-bit
Arduino UNO R4 Minima: o “UNO” que ficou adulto (sem perder a compatibilidade)
O Arduino UNO R4 Minima é a evolução natural do UNO: mantém o formato clássico e a operação em 5 V, mas troca o antigo mundo 8-bit por um microcontrolador 32-bit Arm Cortex-M4 com mais memória e recursos modernos.
USB-C 5 V (shields UNO) RTC + DAC ADC até 14-bit CAN (via transceiver)
Resumo rápido
32
Renesas RA4M1 • 48 MHz
Arm Cortex-M4 com FPU
⚡
Mais memória
256 kB Flash • 32 kB SRAM • 8 kB EEPROM
⎓
Energia sem dor de cabeça
VIN 6–24 V (jack) ou USB-C 5 V
IO
I/Os clássicos do UNO
14 digitais • 6 analógicos • 6 PWM
Antes de sair ligando tudo…
Os GPIOs suportam até 8 mA por pino. Para cargas (motores, relés, fitas LED), use driver/transistor e fonte externa.
O que muda na prática no UNO R4 Minima?
O R4 Minima não é “só mais rápido”. Ele traz recursos que economizam componentes, simplificam o firmware e deixam o projeto mais robusto — principalmente quando você começa a crescer de protótipo para algo mais sério.
Destaques que fazem diferença
1) 32-bit + FPU = cálculos e controle mais suaves
Se você faz filtros, controle (PID), leitura de sensores com processamento, ou qualquer “math” mais pesado, o Cortex-M4 com FPU ajuda muito a manter a resposta do sistema consistente.
2) RTC integrado (Relógio em tempo real)
Ideal para datalogger, automações por horário, timers de manutenção e projetos que precisam “saber o tempo” sem gambiarra.
3) DAC de 12-bit no A0
Geração de sinal analógico “de verdade” para testes, referências, áudio simples, controle analógico e calibração. (No UNO R3, o “analógico” na saída é via PWM + filtro.)
4) ADC até 14-bit
Mais resolução em leituras analógicas pode ajudar em sensores sensíveis, medições mais “finas” e instrumentação.
5) CAN disponível (com transceiver externo)
Se você está no mundo automotivo/industrial (rede CAN), o R4 te dá esse caminho com mais naturalidade.
Por que escolher o UNO R4 Minima em vez do UNO R3?
Se você quer “rodar qualquer tutorial antigo”, o UNO R3 continua sendo clássico. Mas se o seu projeto já pede fôlego, recursos modernos e caminho de evolução, o R4 Minima geralmente é a escolha mais inteligente.
| Critério | UNO R4 Minima | UNO R3 (referência) | Quando isso importa? |
|---|---|---|---|
| Arquitetura | 32-bit Arm Cortex-M4 (48 MHz) | 8-bit AVR (clássico) | Controle, cálculos, multitarefas “na unha”, projetos mais exigentes |
| Memória | 256 kB Flash • 32 kB SRAM • 8 kB EEPROM | Bem menor | Mais bibliotecas, buffers, logs, comunicação e features sem “lotar” o sketch |
| Conectividade | USB-C + UART/SPI/I2C + CAN (via transceiver) | USB tradicional + UART/SPI/I2C | Integrações modernas, barramento CAN, robustez e praticidade |
| Recursos analógicos | ADC até 14-bit + DAC 12-bit (A0) | ADC “clássico” + PWM como “pseudo-analógico” | Instrumentação, calibração, sinais analógicos reais, projetos de áudio simples |
| Tensão e Shields | 5 V (compatível com formato UNO) | 5 V (padrão) | Você reaproveita shields e o ecossistema físico do UNO |
Nota importante sobre compatibilidade
O UNO R4 Minima é hardware-compatível com shields do formato UNO por operar em 5 V, mas nem todo shield/biblioteca é 100% “plug and play” do ponto de vista de software, porque o microcontrolador mudou. Se o seu projeto depende de uma biblioteca muito antiga, vale validar.
Conexões, pinos e energia
Mapa rápido do que você mais usa
- Digitais: D0–D13 (14 pinos)
- Analógicos: A0–A5 (6 entradas)
- PWM: D3, D5, D6, D9, D10, D11
- I²C: SDA/SCL (A4/A5)
- SPI: D10–D13 + header ICSP
- UART: D0 (RX) / D1 (TX)
- CAN: pinos D4/D5 (necessita transceiver externo)
- Extra: DAC no A0 e OPAMP em pinos analógicos dedicados
Alimentação do jeito certo
Opções
• USB-C (5 V) para programar e alimentar
• VIN / Jack recomendado 6–24 V
• VIN / Jack recomendado 6–24 V
Dica prática
Não alimente pela USB-C com tensão acima de 5 V. Para motores/fitas LED/relés, use fonte externa e compartilhe GND.
Para quais projetos o UNO R4 Minima brilha?
Automação e controle “mais sério”
Controle de processos, leitura de múltiplos sensores, atuação com drivers e lógica mais complexa, onde CPU e memória extras evitam travamentos e “limitações invisíveis”.
Data logger / projetos com horário
Com RTC, fica fácil registrar dados com timestamp, automatizar rotinas por hora e construir sistemas de monitoramento.
Sinal analógico real (DAC)
Geração de referências, pequenas formas de onda, calibração e testes onde PWM não entrega a mesma “limpeza”.
Integração CAN (automotivo/industrial)
Se o seu ecossistema conversa em CAN, o UNO R4 Minima já te coloca nessa estrada (com transceiver externo).
Como começar (bem rápido)
- Conecte o UNO R4 Minima ao PC com um cabo USB-C.
- Abra o Arduino IDE (desktop) ou o Arduino Cloud Editor.
- Selecione a placa (UNO R4 Minima), a porta e envie um sketch (ex.: Blink).
- Se um sketch “travar” a placa, você pode entrar em modo bootloader com duplo clique no reset.
Quer um início sem fricção? Comece com um sensor simples no A0/A1 e um atuador via PWM (com driver), e evolua. O R4 te dá espaço para crescer sem ter que “trocar de placa” no meio do caminho.
Pronto para tirar seu projeto do papel?
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Se você quer um UNO moderno, com mais desempenho e recursos, sem abandonar o ecossistema clássico — esse é o ponto ideal.
